Eis o melhor e o pior de mim.
O meu termômetro, o meu quilate.
Vem, cara, me retrate.
Não é impossível.
Eu não sou difícil de ler.
Faça sua parte.
Eu sou daqui, eu não sou de Marte.
Vem, cara, me repara.
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim.
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

( Marisa Monte  in Infinito Particular)

Um pensamento sobre “

  1. Não comento por mim, mas por você.
    Falo da coragem instigante de ser pessoa simples em suas complexidades que por uma infinda transparência se abre por meio das palavras para libertar sua alma.
    Queria eu ter este dom, não me foi concedido, tenho a alegre missão de observar e reverenciar na ancia de poder ler mais que palavras, ler sua alma.

    Parabéns!!!!!!

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